sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Otimismo pode ser aprendido?

Sim! Pelo menos é o que afirma Martin Seligman no seu livro "Learned Optimism".

Aprender a ser mais otimista começa por escutarmos como descrevemos as coisas boas e as coisas ruins que acontecem conosco. Assim que começamos a perceber, podemos ouvir o pessimismo e otimismo ao nosso redor.

Sabe aquele cliché sobre ver a metade do copo cheio ou vazio? É bem por aí.

Seligman descobriu que as pessoas pessimistas e otimistas possuem maneiras distintas de descreverem as coisas boas e ruins.

Quando coisas boas acontecem aos pessimistas eles tendem a ver isto como uma situação temporária: "Tirei nota alta porque dei sorte desta vez, mas a próxima prova vai ser difícil". Esta é a mesma coisa que acontece com o otimistas, porém com as coisas negativas: "Fui mal na prova, mas também não estudei nada. É só estudar e tudo volta ao normal".

Desta forma, os pessimistas tomam as coisas negativas como a situação permanente enquanto que os otimistas vêem a situação negativa como temporária.

Além da forma como descrevem a situação, ambos tendem a generalizar as situações:
  • Otimista: "sempre tenho sorte"
  • Pessimista: "nunca ganho nada"
De acordo com Seligman, os pessimistas podem começar a adquirir a habilidade de otimismo fazendo conscientemente o que um otimista faz intuitivamente. Ao adotar o estilo explicativo do otimista, o pessimista começa a desafiar as declarações arrebatadoras que fazem sobre as coisas ruins que acontecem em suas vidas. Ao longo do tempo e com a prática o pessimista aprende a descrever as coisas boas como permanentes e generalizadas. Como esta habilidade cresce e se torna mais e mais natural, e a voz pessimista enfraquece.

Ao perceber a sutil diferença na forma como os otimistas e os pessimistas pensam e descrevem as coisas Seligman abriu a porta para todos nós mudarmos o curso das nossas vidas, adotando uma visão mais otimista. Resultados de pesquisas e evidências sugerem que as pessoas otimistas adoecem menos, sua saúde em geral é melhor, o sistema imunológico funciona melhor e as pessoas otimistas tendem a viver mais.

Quer saber se você é otimista ou pessimista? Faça o teste que está no link abaixo (está em inglês, mas você pode utilizar o recurso do google para traduzir a página):

http://www.stanford.edu/class/msande271/onlinetools/LearnedOpt.html





terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Conectivismo, a teoria de aprendizagem para a Era Digital.

O conhecimento tem se tornado obsoleto cada vez mais rápido. A quarenta anos, uma formação superior era suficiente para que a pessoa entrasse numa carreira que duraria sua vida toda.

Porém, as teoria de aprendizado baseadas no Behaviorismo, cognitivismo e Construtivismo não haviam sido impactadas pela tecnologia que mudou a forma como vivemos, como nos comunicamos e como podemos aprender. Metade do que é conhecido hoje, não era conhecido a 10 anos atrás.


Isto aplica-se ainda mais nas gerações mais jovens. Você já viu seus filhos lerem um manual antes de se aventurar em videogames? Será que eles fizeram um curso para aprender a jogar CS (Counter Strike)? Não, eles se atiram, buscam dicas em chats, blogs, e assim dominam o difícil novo jogo até chegar a perfeição.


A experiência por muito tempo foi considerada o melhor professor. Uma vez que nós não podemos experimentar tudo, experiências de outras pessoas e, portanto, outras pessoas, tornam-se o substituto para o conhecimento. 

O conceito de Conectivismo foi lançado em 2005, por George Siemens com o título "Uma teoria de aprendizagem para a era digital". Em suma, a teoria diz que a aprendizagem na era digital em essência não acontece internamente em cada indivíduo, mas através da interação com as redes externas a qual faz parte, quer se trate de pessoas ou máquinas. É através das conexões e da percepção dos padrões no conhecimento existente na rede que a aprendizagem ocorre, daí a Conectivismo.

A noção de Conectivismo tem implicações em todos os aspectos da vida. Nossa capacidade de aprender o que precisamos para amanhã é mais importante do que o que conhecemos hoje. Quando é necessário adquirir um conhecimento, a capacidade de conectar-se em fontes para atender aos requisitos torna-se uma habilidade vital. 

Para se aprofundar no assunto, consulte: www.connectivism.ca